FONTE: http://www.tambau.sp.gov.br/28/DadosMunicipais/

Tambaú é nome de origem Tupi que quer dizer “Rio das Conchas” (Tamba-hy-rio das conchas ou dos mariscos). Tal designação foi consequência da identificação com que os índios nomeavam os lugares onde habitavam ou tinham sua região de caça ou pesca. O nome rio Tambaú adveio de tais circunstâncias de toda a extensão onde se localiza. O município de Tambaú seria um vasto campo de caça de alguma tribo. Objetos indígenas encontrados em locais da zona rural (pontas de lanças ou flechas, machadinhas, mão de pilão, e outros) confirmam essa hipótese, assim como as “conchinhas bivalves”, encontradas no leito arenoso do córrego Tambaú.
Fundada em 27 de julho de 1886, foi elevada à condição de município em 20 de agosto de 1898. Seu desenvolvimento econômico teve inicialmente contribuição da monocultura da cana, a qual foi substituída pela monocultura do café.
As lavouras de café foram se expandindo pelo sertão à dentro a custa das matas dizimadas. A Companhia Mogyana de estrada de ferro, acompanhou este surto atingindo finalmente Tambaú.

O ciclo do café permaneceu propiciando grandes fortunas, e Tambaú se beneficiou deste surto.
A região de Tambaú cobriu-se de lavouras com alta produtividade e a Mogiana incumbiu-se de levar o produto até Santos – SP. A área foi enriquecendo e em 1886 era elevado à condição de povoado, e em 1892, promovido à distrito de Paz, contando já com o embrião da futura cidade; médico, fábrica de cerveja, bar e bilhar, lojas e, prenunciando sua futura vocação: várias olarias.
Finalmente um senhor, Capitão David de Almeida Santos, que ajudou a levar os trilhos da Mogiana até Tambaú, encantou-se com o local, lá fixando residência e lutando para que, finalmente, em 20 de agosto de 1898, Tambaú fosse desmembrada de Casa Branca e passasse a se constituir um novo município do Estado de São Paulo.
Graças aos esforços do Capitão David, agora auxiliado por Alfredo Guedes, advogado ilustre, Deputado Estadual, Secretario da Agricultura do Governo de São Paulo e proprietário da Fazenda Santa Carolina em Tambaú, conseguiu que Bernardino de Campos, Presidente do Estado de São Paulo, assinasse no dia 20 de agosto de 1898 a Lei de nº 559 demarcando os limites e tomando as demais medidas administrativas para instalação do município de Tambaú, que veio a se efetivar em 15 de abril de 1899.
Tambaú começava em condições propícias ao seu desenvolvimento. Terra fértil, extensas lavouras de café, razoável pecuária e o nosso bom e velho barro com excelentes olarias e progresso vertiginoso da indústria cerâmica.
Até meados do século passado, esta foi uma das únicas fontes de riqueza do município e o processo de industrialização chegou à região através da implantação de algumas empresas do ramo de alimentos, metalurgia e minérios não metálicos. Estas indústrias absorveram contingentes de mão-de-obra não somente da cidade, como também de áreas vizinhas. O desenvolvimento da cidade passou a oferecer novos recursos econômicos, em 1905 instala-se a primeira cerâmica produzindo utensílios domésticos, utilizando-se da disponibilidade de argila local. Mas em 1917 foi fundada a primeira cerâmica de telha, foi o início da instalação do PÓLO CERÂMICO DE TAMBAÚ.

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No início do século, com a chegada dos imigrantes, fator primordial do progresso de nossa cidade, Tambaú recebeu um bom contingente de italianos, portugueses, espanhóis e sírio libaneses.
A grande maioria fixou-se como colonos das lavouras de café, principalmente os italianos.
Com os consequentes casamentos entre os filhos destes imigrantes europeus, juntaram suas forças na florescente indústria cerâmica de Tambaú, devido a excelente qualidade de nosso barro, aventurando-se nos primórdios da indústria cerâmica.
Em pouco tempo, éramos o maior fabricante de telhas do País. Embora o grande número das fábricas pertencesse aos italianos, o pioneirismo da indústria cerâmica de Tambaú, deveu-se a imigrantes portugueses. Já em 1926 possuíamos 43 fábricas de telhas, a maioria nas mãos de ex-colonos que se tornaram razoavelmente abastados, todos entretanto contribuindo de forma impressionante para o progresso da cidade, e adotando Tambaú como sua terra. Portanto, desde os primórdios do século, o município passa a ter como sua principal atividade econômica centrada na produção de produtos cerâmicos.
Atualmente com mais de 100 empresas instaladas, são fabricados os mais diversos produtos cerâmicos: tijolos, telhas, lajes, elementos vazados, tubos, pisos, revestimentos, etc., obtendo assim a denominação CIDADE DA CERÂMICA.
Na década de 1950, o município foi cenário de um fenômeno sócio-religioso importante, o Padre Donizetti Tavares de Lima, pois os milagres que realizava extrapolaram os limites do pequeno município da região de Ribeirão Preto que hoje conta com cerca de 23 mil habitantes. Aproximadamente 40 mil visitantes chegavam todos os dias à cidade.
Religioso austero, ele não permitia que os tambauenses comemorassem o carnaval. Amigo das crianças, patrono dos pobres, o padre mineiro natural de Santa Rita de Cássia, nasceu a 03 de janeiro de 1882. Passou os últimos 35 anos de sua vida em Tambaú, onde veio a falecer a 16 de junho de 1961.
Comenta-se que o padre ganhou fama quando curou as pernas cheias de feridas de um vendedor ambulante de vinho. O homem tratou de contar o milagre que o padre realizou para os comerciantes das cidades vizinhas, e em poucos dias os romeiros começavam a chegar a Tambaú para receber as bênçãos do padre taumaturgo.
No dia 16 de março de 1997 foi aberto o PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO do Padre Donizetti. Os habitantes do município e os devotos esperam que ele seja beatificado, se tornando assim o primeiro santo brasileiro.
As histórias e estórias dos milagres do Padre Donizetti povoam o imaginário dos habitantes da cidade. Dizem que o menino Edson Arantes do Nascimento, o PELÉ, esteve na cidade em 1955. Acompanhava o seu pai na praça lotada de romeiros que ouviram o sermão do padre quando ele disse que “há aqui um menino acompanhado de seu pai que um dia se tornará um atleta não só conhecido no País como no mundo”. Outra história, porém confirmada pelo próprio protagonista, é a do jornalista e economista da Rede Bandeirantes JOELMIR BETTING. Depois de tomarem sopa de quiabos na Casa Paroquial, o padre pegou a mão do garoto e juntos rezaram um Pai Nosso em voz alta. Nunca mais o futuro jornalista gaguejou e pode, finalmente, ser aceito na escola, a qual o recusava por causa da gagueira. Joelmir Betting, natural de Tambaú, foi coroinha do Padre Donizetti , seu guia espiritual.
A última aparição pública do PADRE DONIZETTI aconteceu em 30 de maio de 1955. Após esta data, ele precisou se recolher por ordens superiores e aceitou a proibição sem se revoltar. Mesmo assim se creditam a ele muitos milagres que aconteceram após o seu retiro e mesmo depois de sua morte em 1961. A cidade continua recebendo os seus devotos que ainda visitam a Casa dos Milagres (onde ele morou), o Santuário Nossa Senhora Aparecida e o jazigo onde ele está enterrado. A cidade recebe no mês de junho, falecimento do Padre Donizetti, cerca de 40.000 romeiros e 4.000 todos os finais de semana, pessoas que vem orar e participar da MARCHA DA FÉ. Como Tambaú, outras cidades cresceram ao redor da “Estrada do café”. Também como Tambaú, muitas fizeram da cerâmica sua principal atividade industrial Mas um único fator tornou Tambaú, entre tantas, uma cidade no mínimo peculiar: foi cenário de um dos maiores fenômenos sócio-religioso do país – o Padre Donizetti. Seria repetitivo para população da cidade contar a história do “Padre milagroso”. Todos a conhecem e muito se conta em cada detalhe, em cada milagre, em seus quase 35 anos que dedicou à Paróquia de Tambaú.
Padre Donizetti, que na verdade não nasceu em Tambaú, mas sim em Santa Rita de Cássia-MG, tornou-se a figura mais respeitada da cidade, quer por seus conselhos, quer por suas obras filantrópicas, quer por seus dons ditos milagrosos. Sua fama extrapolou os limites da cidade das chaminés e alcançou o país inteiro, bem como vários países do exterior. Iniciava-se aí um movimento messiânico, em romarias que passaram a procurá-lo, a tomarem sua bênção, dada todas as tardes à porta da Casa Paroquial.